quarta-feira, dezembro 31, 2008
quarta-feira, dezembro 24, 2008
quinta-feira, dezembro 11, 2008
A Johann Sebastian Bach
Já não screvo nada há muito tempo
A Saudade, aperta,
a fome devora-me,
sangro pela raiz
matriz do meu peito
alma chora ao som do Mestre
o Soar agudo
profundo
ressoa em mim
fonte de luz que és tu
na arte da fuga
renasce em mim
cada nota,
cada ser
Ser profundo
é erguer do escuro
a pedra oculta
é ser mago sem magia
poeta sem poesia
sangue que me cospes
que purgas meu corpo
de dor
de magia
e tristeza
arde poeta
na eterna sepultura,
cremado pelo calor
d´um amor
Foge negro escuro
a luz aproxima-se
arde e brilha
Som celestial
oiço-te e busco
a eterna voz, nota
corda
que um poeta tocou.
Francisco Canelas de Melo
A Saudade, aperta,
a fome devora-me,
sangro pela raiz
matriz do meu peito
alma chora ao som do Mestre
o Soar agudo
profundo
ressoa em mim
fonte de luz que és tu
na arte da fuga
renasce em mim
cada nota,
cada ser
Ser profundo
é erguer do escuro
a pedra oculta
é ser mago sem magia
poeta sem poesia
sangue que me cospes
que purgas meu corpo
de dor
de magia
e tristeza
arde poeta
na eterna sepultura,
cremado pelo calor
d´um amor
Foge negro escuro
a luz aproxima-se
arde e brilha
Som celestial
oiço-te e busco
a eterna voz, nota
corda
que um poeta tocou.
Francisco Canelas de Melo
quarta-feira, dezembro 10, 2008
sexta-feira, novembro 07, 2008
Saudação aos Quatro...
A Grande Ursa
É o Útero da Terra
A viagem à escuridão profunda,
O Salmão voa
Com Sabedoria p´las águas
Rumo à morte
Predestinada,
O Falcão paira,
Flutua
No imenso Mar
Suspenso,
E aquele Ser nocturno,
De focinho pontiagudo
Ergue as presas
Ao luar,
Nele corre o Fogo
Como lava escorrendo
Na ebulição
Do (Re)nascimento.
Francisco Canelas de Melo
quinta-feira, novembro 06, 2008
Santo Condestável
terça-feira, novembro 04, 2008
I.
Jaz aqui morte
onde vive o morto
que é esperado,
desejado em si
p´lo Mundo
esperançoso
El Rei o encoberto
II.
A viagem d´Alma
pela barca de Caronte
ultrajo o fundo
mundo
onde Ares
Maléfico
devora tudo
Prometeu mais fogo
alumia ao mundo
fundo
onde reino castigo
espera adormecido
III.
Rápido como Mercúrio
em derradeira ebulição
no fundo ser
renasce novo,
completo
e um pouco mais
encoberto
e descoberto
no oráculo do mundo
Virgens, puras
onde enxofre arde
na penúria,
véu escarlate,
rubro,
denso e mudo
ascende aos céu
num fogo-carro
zEUs, EUs,
EU,
Imagens do sonho,
sono divino
de puritana ascese
onde Ego morre
e renasce,
Puro, Sensível
e Doce.
Francisco Canelas de Melo
Jaz aqui morte
onde vive o morto
que é esperado,
desejado em si
p´lo Mundo
esperançoso
El Rei o encoberto
II.
A viagem d´Alma
pela barca de Caronte
ultrajo o fundo
mundo
onde Ares
Maléfico
devora tudo
Prometeu mais fogo
alumia ao mundo
fundo
onde reino castigo
espera adormecido
III.
Rápido como Mercúrio
em derradeira ebulição
no fundo ser
renasce novo,
completo
e um pouco mais
encoberto
e descoberto
no oráculo do mundo
Virgens, puras
onde enxofre arde
na penúria,
véu escarlate,
rubro,
denso e mudo
ascende aos céu
num fogo-carro
zEUs, EUs,
EU,
Imagens do sonho,
sono divino
de puritana ascese
onde Ego morre
e renasce,
Puro, Sensível
e Doce.
Francisco Canelas de Melo
quinta-feira, outubro 30, 2008
União
União
Palavra Sagrada entre o divino
e o profano,
entre o Alto e o baixo, semelhantes, próximos
e distantes.
O Homem separa-se da origem num rumo
sem fim
(Onde o infinito é somente o fim)
na busca do ser
enfrenta-se a si,
onde o medo é superado,
onde o ódio é ignorado,
onde o ego morre e renasce
o novo Homem,
comungado à origem e ao fim,
ao Alfa e Ómega,
À Existência Divina
por fim atingida.
Francisco Canelas de Melo
Palavra Sagrada entre o divino
e o profano,
entre o Alto e o baixo, semelhantes, próximos
e distantes.
O Homem separa-se da origem num rumo
sem fim
(Onde o infinito é somente o fim)
na busca do ser
enfrenta-se a si,
onde o medo é superado,
onde o ódio é ignorado,
onde o ego morre e renasce
o novo Homem,
comungado à origem e ao fim,
ao Alfa e Ómega,
À Existência Divina
por fim atingida.
Francisco Canelas de Melo
terça-feira, outubro 28, 2008
"Podemos convir desde já que a infelicidade actual do homem não é ignorar que existe uma Verdade, mas equivocar-se quanto à natureza dessa Verdade; (...) então, o que atormenta aqui neste plano a maioria dos homens é menos saber se há uma Verdade do que saber qual é essa Verdade."
Louis-Claude Saint-Martin
Louis-Claude Saint-Martin
sábado, setembro 27, 2008
quinta-feira, setembro 11, 2008
quinta-feira, agosto 14, 2008
Batalha de Aljubarrota

O homem e a hora são um só
Quando Deus faz e a história é feita.
O mais é carne, cujo pó
A terra espreita.
Mestre, sem o saber, do Templo
Que Portugal foi feito ser,
Que houveste a glória e deste o exemplo
De o defender.
Teu nome, eleito em sua fama,
É, na ara da nossa alma interna,
A que repele, eterna chama,
A sombra eterna.
Fernando Pessoa
terça-feira, julho 29, 2008
domingo, julho 27, 2008
Nos Jardins D´Oriente
onde renasce
a cada dia
o suave aroma
do desejo,
o pobre marabu sonha...
Sonha com o Mundo,
com o volátil Éter da Vida,
o visível e intocável
o Sopro Divino.
Nas Strelas vê
quase futuro,
passado e presente,
este intemporal tempo
em que o Sonho do Mundo
se reflecte
nos esmaltado espelho
negro como o Céu
onde a cintilante Lux
descreve tudo.
Francisco Canelas de Melo
onde renasce
a cada dia
o suave aroma
do desejo,
o pobre marabu sonha...
Sonha com o Mundo,
com o volátil Éter da Vida,
o visível e intocável
o Sopro Divino.
Nas Strelas vê
quase futuro,
passado e presente,
este intemporal tempo
em que o Sonho do Mundo
se reflecte
nos esmaltado espelho
negro como o Céu
onde a cintilante Lux
descreve tudo.
Francisco Canelas de Melo
domingo, julho 06, 2008
Os Conjurados
Amanhã vai renascer o vosso verbo,
esta força de sonhar, de ser, de amar,
de um povo heróico, viril, mas não soberbo,
esta sede tão grande de cantar.
O passado e o futuro num instante,
que hoje seja, de novo, a nossa voz
que levou nas caravelas de um infante
a semente desta fé que vive em nós.
Contra o jugo do espanhol a nossa raça
que Deus quis, a Pátria é, o Rei comanda.
Esta recusa de beber pela mesma taça,
esta jangada de que somos a varanda.
E amanhã, uma vez mais, ao sol primeiro
brilhará de novo o porto Ocidental.
Portugueses, povo nobre e marinheiro:
Amanhã também se chama Portugal!
Fernando Tavares Rodrigues
in Talvez Amanhã
esta força de sonhar, de ser, de amar,
de um povo heróico, viril, mas não soberbo,
esta sede tão grande de cantar.
O passado e o futuro num instante,
que hoje seja, de novo, a nossa voz
que levou nas caravelas de um infante
a semente desta fé que vive em nós.
Contra o jugo do espanhol a nossa raça
que Deus quis, a Pátria é, o Rei comanda.
Esta recusa de beber pela mesma taça,
esta jangada de que somos a varanda.
E amanhã, uma vez mais, ao sol primeiro
brilhará de novo o porto Ocidental.
Portugueses, povo nobre e marinheiro:
Amanhã também se chama Portugal!
Fernando Tavares Rodrigues
in Talvez Amanhã
sábado, julho 05, 2008
Ao Clube de Fumadores de Sheesha
Nas areias desertas
do sonho,
no céu estrelado
infinito mar,
fumo o universo,
fumo o mundo
Este cachimbo amigo
é meu confidente,
ouve o sonho
ouve o mundo
nós, pobres sonhadores,
sonhamos juntos
a vontade de viver,
morrer e renascer
ao som da água,
do borbulhar
profundo
screvo ao ópio,
ao sonho do mundo
fumo a neblina
o haxixe da vida,
sonho e acordo,
sem ópio ou absinto,
o céu strelado
no mar tranquilo
aguarda...
...o nascer d´um
novo dia.
Francisco Canelas de Melo
Nas areias desertas
do sonho,
no céu estrelado
infinito mar,
fumo o universo,
fumo o mundo
Este cachimbo amigo
é meu confidente,
ouve o sonho
ouve o mundo
nós, pobres sonhadores,
sonhamos juntos
a vontade de viver,
morrer e renascer
ao som da água,
do borbulhar
profundo
screvo ao ópio,
ao sonho do mundo
fumo a neblina
o haxixe da vida,
sonho e acordo,
sem ópio ou absinto,
o céu strelado
no mar tranquilo
aguarda...
...o nascer d´um
novo dia.
Francisco Canelas de Melo
terça-feira, julho 01, 2008
Andar,
Cair,
Levantar,
Três verbos
que fazem a vida,
A vida caminha-se,
tropeça-se
e renasce-se...
A cada queda
a morte ergue o vivo,
a vida deita o morto.
A vida aprisiona
o homem
à gravidade do Mundo
O homem é pássaro
sem asas,
peixe sem barbatanas,
é o morto-Ser boiando,
ao som da corrente do fado
destinado,
cumpre-se a vida
a viver!
Francisco Canelas de Melo
Cair,
Levantar,
Três verbos
que fazem a vida,
A vida caminha-se,
tropeça-se
e renasce-se...
A cada queda
a morte ergue o vivo,
a vida deita o morto.
A vida aprisiona
o homem
à gravidade do Mundo
O homem é pássaro
sem asas,
peixe sem barbatanas,
é o morto-Ser boiando,
ao som da corrente do fado
destinado,
cumpre-se a vida
a viver!
Francisco Canelas de Melo
Guitarra,
Braço d´Homem
Guitarra,
Voz d´Alma
Guitarra,
Teu Amor é maior
Guitarra,
Canta dolente em mim
Canta
a dor, a morte
a nostalgia
Canta
passado inglório
deste longo caminho
Canta
via d´Amor
Canta
do alto
do Penedo do Sonho
onde o Homem ama,
chora e ri
Canta
Coimbrão
Canta,
chora,
ama
e ri
Canta
Amor,
a tua eterna sepultura,
a vontade de morrer
e renascer
Canta
o silêncio,
a voz d´oiro,
a paz e a ressurreição
do morto
que renasce...
Francisco Canelas de Melo
Braço d´Homem
Guitarra,
Voz d´Alma
Guitarra,
Teu Amor é maior
Guitarra,
Canta dolente em mim
Canta
a dor, a morte
a nostalgia
Canta
passado inglório
deste longo caminho
Canta
via d´Amor
Canta
do alto
do Penedo do Sonho
onde o Homem ama,
chora e ri
Canta
Coimbrão
Canta,
chora,
ama
e ri
Canta
Amor,
a tua eterna sepultura,
a vontade de morrer
e renascer
Canta
o silêncio,
a voz d´oiro,
a paz e a ressurreição
do morto
que renasce...
Francisco Canelas de Melo
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