segunda-feira, novembro 16, 2009
sexta-feira, setembro 18, 2009
O Poeta para além
do Poeta; o Homem
cativo,
aprisionado ao
tudo-Mundo.
Já não me sinto
Poeta,
místico,
ou profeta...
A Poesia é Voz
morta,
palavra apagada
num estado
pós-sonhado.
Angústia de invisível
tinta,
gritando em pena
afiada
Penetrante em papel-abismo
para além-vida,
além-sonho,
além Poeta-invisível!
Francisco Canelas de Melo
segunda-feira, setembro 07, 2009
Diário do Camiño - parte IV "Quero"
quero pensar, e não me deixam
quero..., mas o mundo não me deixa
Quero remar
numa barca sem remos,
Quero velejar
num navio sem velas,
Quero caminhar,
descalço,
(sem andar)
sentindo o trepidar
do Mundo.
Diário do Camiño - parte III "Porriño"
onde olhos sensuais
devoram
o simples caminhar
de um peregrino
Há em tudo
forma,
um exotismo
quase erótico
que alimenta
a urbana mente
Na Floresta,
junto ao regato
caminha em Paz
o que vive
sem errância
No crepúsculo
diurno,
onde se ergue
o tal nocturno luar,
vive peregrino
sem destino
a caminhar...
Diário do Camiño - parte II
esconde-se
e encobre-se
sob o horizonte
O cansaço já
é morto
e deposto
no romper
da Alvorada...
Dia da Lua, 27 de Julho de MMIX
Diário do Camiño - parte I
o Caminho é árduo,
sinuoso
e profundo
Hoje,
esta noite iniciarei mais uma demanda
em busca da minha verdadeira essência
Amanhã,
trilharei parte de mim,
o caminho é bruto,
e eu, Pobre Tolo,
cansado não estarei
em busca
de Destino,
Estou em Valença do Minho,
tenho o rio à minha fronte,
o Rio do Esquecimento.
Hoje,
caminharei nocturno
pelo rio do esquecimento,
esquecerei
e irei renascer
Não sei o que nascerei de novo,
se serei melhor,
se serei pior,
diferente, de certo, serei
Hoje,
irei sonhar,
(possivelmente acordado)
algo me espera,
algo me aguarda,
talvez uma passagem
por Tuí,
outrora Portuguesa.
Dia do Sol, 26 de Julho MMIX
quinta-feira, julho 23, 2009
sexta-feira, julho 17, 2009
terça-feira, julho 07, 2009
livre, peremptório, claro,
em estreita unidade com o corpo:
barro plástico para o Todo-Poderoso
esculpir a alma e o espírito
O poeta avança sobre o caos e as trevas,
contraditório, puro, sábio,
a sua vida está envolta em beleza:
o lustre opalino do pescoço das pombas,
os amigos imprevistos,
uma família espalhada plo mundo,
o Sol, a Lua, os gatos e as árvores
O poeta embriaga-se com água,
hidromel, chá de menta, ou súbito perfume
E inspira-se no ar d´atmosfera sagrada:
relê, Moisés, Cristo Jesus e Muhammad"
António Barahona
sábado, junho 20, 2009
quarta-feira, junho 17, 2009
sábado, junho 13, 2009
domingo, maio 17, 2009
Saudade - D. Francisco Manuel de Melo
Serei eu alguma hora tão ditoso,
Que os cabelos que amor laços fazia,
Por prémio de o esperar, veja algum dia
Soltos ao brando vento buliçoso?
Verei os olhos, donde o sol formoso
As portas da manhã mais cedo abria,
Mas, em chegando a vê-los, se partia
Ou cego, ou lisonjeiro, ou temeroso?
Verei a limpa testa, a quem a Aurora
Graça sempre pediu? E os brancos dentes,
Por quem trocará as pérolas que chora?
Mas que espero de ver dias contentes,
Se para pagar de gosto uma hora,
Não bastam mil idades diferentes?
Da Arrábida - Frei Agostinho da Cruz
As águas do Oceano duma banda,
E doutra já salgadas as do Tejo:
Aquela saüdade que me manda
Lágrimas derramar em toda a parte,
Que fará nesta saüdosa, e branda?
Daqui mais saüdoso o sol se parte;
Daqui muito mais claro, mais dourado,
Pelos montes, nascendo, se reparte.
Aqui sob-lo mar dependurado
Um penedo sobre outro me ameaça
Das importunas ondas solapado.
Duvido poder ser que se desfaça
Com água clara, e branda a pedra dura
Com quem assim se beija, assim se abraça.
Mas ouço queixar dentro a Lapa escura,
Roídas as entranhas aparecem
Daquela rouca voz, que lá murmura.
Eis por cima da rocha áspera descem
Os troncos meio secos encurvados,
Eis sobem os que neles enverdecem.
Os olhos meus dali dependurados,
Pergunto ao mar, às plantas, aos penedos
Como, quando, por quem foram criados?
Respondem-me em segredo mil segredos,
Cujas primeiras letras vou cortando
Nos pés doutros mais verdes arvoredos.
Assim com cousas mudas conversando,
Com mais quietação delas aprendo
Que outras que há, ensinar querem falando.
Se pelejo, se grito, se contendo
Com armas, com razão, com argumentos,
Elas só com calar ficam vencendo.
Ferido de tamanhos sentimentos
Fico fora de mim, fico corrido
De ver sobre que fiz meus fundamentos.
Ali me chamo cego, ali perdido,
Ali por tantos nomes me nomeio,
Quantos por culpas tenho merecido.
Ali gemo, e suspiro, ali pranteio;
Ali geme, e suspira, ali pranteia
O monte, e vai de meus suspiros cheio.
Ali me faz pasmar, ali me enleia
Quanto colhendo estou da saüdade,
Que por toda esta terra se semeia.
Ora me ponho a rir da vaïdade,
Ora triste a chorar com quanto estudo
Erros solicitei da mocidade.
Tudo se muda enfim, muda-se tudo,
Tudo vejo mudar cada momento:
Eu de mal em pior também me mudo.
Soía levantar meu pensamento
Assentado sobre estas penedias
Duras, eu duro mais nelas me assento.
Punha-me a ver correr as águas frias
Por cima de alvos seixos repartidas,
Que faziam tremer ervas sombrias.
As flores, que levava já colhidas,
Passando pelos vales enjeitava
Por outras doutra nova cor vestidas.
O livre passarinho, que voava,
Cantando para o céu deixando a terra,
Da terra para o céu me encaminhava.
Cuidei que se esquecesse nesta Serra
A dura imiga minha natureza;
Mas donde quer que vou lá me faz guerra.
Oh! quem vira naquela fortaleza
Rodeada de fogo de amor puro,
Daquele amor divino esta alma acesa!
Quão firme, e quão quieto, e quão seguro
No campo se pusera em desafio!
E quão brando sentira o ferro duro!
Mas se agora de mim me não confio,
Se fujo, se me escondo, se me temo,
É porque sinto fraco o peito frio.
Alevantam-se os mares; e pasmo, e tremo:
Vejo vento contrário, desfaleço,
A corrente das mãos me leva o remo.
Confesso minha culpa, bem conheço
Que por mais graves males que padeça
Menos padecerei do que mereço.
Mandais, Senhor, que busque, bata, e peça,
Eu busco, bato, e peço a vós, Senhor,
Sem haver cousa em mim que vos mereça.
Com os braços na Cruz, meu Redentor,
Abertos me esperai, co lado aberto,
Manifestos sinais do vosso amor.
Ah! quem chegasse um dia de mais perto
A ver cos olhos de alma essa ferida,
Que esse coração mostra descoberto!
Esse, que por salvar gente perdida
De tanta piedade quis usar,
Que deu nas suas mãos a própria vida.
A sangue nos quisestes resgatar
De tão cruel, e duro cativeiro,
Vendido fostes vós por nos comprar.
Padecestes por nós, manso Cordeiro,
Pisado, preso, e nu entre ladrões,
Ardendo o fogo posto no madeiro:
Arçam postos no fogo os corações.
Frei Agostinho da Cruz
Fernando Pessoa - “NOTA BIOGRÁFICA” DE 30 DE MARÇO DE 1935

“Nome completo: Fernando António Nogueira Pessoa.
“Idade e naturalidade: Nasceu em Lisboa, freguesia dos Mártires, no prédio n.º 4 do Largo de S. Carlos (hoje do Directório) em 13 de Junho de 1888.
“Filiação: Filho legítimo de Joaquim de Seabra Pessoa e de D. Maria Madalena Pinheiro Nogueira. Neto paterno do general Joaquim António de Araújo Pessoa, combatente das campanhas liberais, e de D. Dionísia Seabra; neto materno do conselheiro Luís António Nogueira, jurisconsulto e que foi Director-Geral do Ministério do Reino, e de D. Madalena Xavier Pinheiro. Ascendência geral: misto de fidalgos e judeus.
“Estado: Solteiro.
“Profissão: A designação mais própria será «tradutor», a mais exacta a de «correspondente estrangeiro em casas comerciais». O ser poeta e escritor não constitui profissão, mas vocação.
“Morada: Rua Coelho da Rocha, 16, 1º. Dt.º, Lisboa. (Endereço postal - Caixa Postal 147, Lisboa).
“Funções sociais que tem desempenhado: Se por isso se entende cargos públicos, ou funções de destaque, nenhumas.
“Obras que tem publicado: A obra está essencialmente dispersa, por enquanto, por várias revistas e publicações ocasionais. O que, de livros ou folhetos, considera como válido, é o seguinte: «35 Sonnets» (em inglês), 1918; «English Poems I-II» e «English Poems III» (em inglês também), 1922, e o livro «Mensagem», 1934, premiado pelo Secretariado de Propaganda Nacional, na categoria «Poema». O folheto «O Interregno», publicado em 1928, e constituído por uma defesa da Ditadura Militar em Portugal, deve ser considerado como não existente. Há que rever tudo isso e talvez que repudiar muito.
“Educação: Em virtude de, falecido seu pai em 1893, sua mãe ter casado, em 1895, em segundas núpcias, com o Comandante João Miguel Rosa, Cônsul de Portugal em Durban, Natal, foi ali educado. Ganhou o prémio Rainha Vitória de estilo inglês na Universidade do Cabo da Boa Esperança em 1903, no exame de admissão, aos 15 anos.
“Ideologia Política: Considera que o sistema monárquico seria o mais próprio para uma nação organicamente imperial como é Portugal. Considera, ao mesmo tempo, a Monarquia completamente inviável em Portugal. Por isso, a haver um plebiscito entre regimes, votaria, embora com pena, pela República. Conservador do estilo inglês, isto é, liberdade dentro do conservantismo, e absolutamente anti-reaccionário.
“Posição religiosa: Cristão gnóstico e portanto inteiramente oposto a todas as Igrejas organizadas, e sobretudo à Igreja de Roma. Fiel, por motivos que mais adiante estão implícitos, à Tradição Secreta do Cristianismo, que tem íntimas relações com a Tradição Secreta em Israel (a Santa Kabbalah) e com a essência oculta da Maçonaria.
“Posição iniciática: Iniciado, por comunicação directa de Mestre a Discípulo, nos três graus menores da (aparentemente extinta) Ordem Templária de Portugal.
“Posição patriótica: Partidário de um nacionalismo místico, de onde seja abolida toda a infiltração católico-romana, criando-se, se possível for, um sebastianismo novo, que a substitua espiritualmente, se é que no catolicismo português houve alguma vez espiritualidade. Nacionalista que se guia por este lema: «Tudo pela Humanidade; nada contra a Nação».
“Posição social: Anticomunista e anti-socialista. O mais deduz-se do que vai dito acima.
“Resumo de estas últimas considerações: Ter sempre na memória o mártir Jacques de Molay, Grão-Mestre dos Templários, e combater, sempre e em toda a parte, os seus três assassinos –a Ignorância, o Fanatismo e a Tirania”.
Lisboa, 30 de Março de 1935 [no original 1933, por aparente lapso]
Fernando Pessoa
In: O mistério da Boca-do-Inferno: o encontro entre o Poeta Fernando Pessoa e o Mago Aleister Crowley, Lisboa: Casa Fernando Pessoa, 1995 (retirado do site da Casa Fernando Pessoa)
As compras da Feira do Livro 2009
Sonetos e Elegias, Frei Agostinho da Cruz, Hiena, 1994.
Cândido, Voltaire, Guimarães Editores,1999.
À Memória do Presidente-Rei Sidónio Pais, Fernando Pessoa, Editorial Nova Ática.
Um Grande Português ou A Origem do Conto do Vigário, Fernando Pessoa, Editorial Nova Ática.
O Provincianismo Português, Fernando Pessoa, Editorial Nova Ática.
O Fenómeno Religioso e a Simbólica, Aarão de Lacerda, Guimarães Editores, 1998.
O Meu Livro Secreto, Francesco Petrarca, Planeta Editora, 2008.
A Vida de Dante, Giovanni Boccaccio, Planeta Editora, 2007.
A Regra Primitiva dos Cavaleiros Templários, Pinharanda Gomes, Hugin, 1999.
O Caso Clínico de Eça de Queiroz - Contributo para a sua Patobiografia, Irineu Cruz, Caminho, 2006.
Titânia - História Hermética em Três Religiões e um só Deus Verdadeiro com vistas a mais luz como Goethe queria, Mário Cesariny, Assírio & Alvim, 1994.
A Caminho de Santiago - Roteiro do Peregrino, Conde de Almada, Lello Editores, s/d.
sábado, maio 16, 2009
Livro do Desassossego - Bernardo Soares
quarta-feira, abril 29, 2009
Admirei-te,
Amei-te,
A vida infortuita
que do sonho se faz Vida,
vida vivida,
vida sofrida,
vida renascida,
que do sonho se faz Vida?
Oh Imortal,
Oh Intemporal
Mestre do Tempo
Velejas em mim,
em mar de lágrimas,
mar solitário,
obscuro,
recatado,
preso ao abismo do meu Sonho
Por que te vais, Ó Encoberto?
Se do sonho renasci,
se do sonho cresci,
se do sonho vivi,
Busco-me,
Procuro-me,
Navego-me,
Sou Marinheiro (s)em Mar
(de lágrimas)
Mar Salgado,
agridoce,
que teimas em navegar.
Francisco Canelas de Melo
A vida é mais curta do que pensas
na hora da despedida
mas...
é imortal de sentimento
é a voz que ecoa dentro de nós,
é o "Fado" da Gamba
Voz Celestial
arte que esconde a Arte,
que esconde o símbolo,
alfabeto analfabeto,
é imortal de sentimento
é mortal comum
que sorri a cada instante
É o Pobre-Tolo.
Francisco Canelas de Melo
sexta-feira, abril 24, 2009
"Brevíssimo" Historial do Santo Condestável
No próximo domingo, dia 26 de Abril, haverá em Roma a Canonização do próximo Santo Português, irá ser conhecido como S. Nuno de Santa Maria, mas é conhecido desde a sua morte como Santo Condestável. É uma personagem essencial na história de Portugal, na dinastia de Bragança, a sua filha D. Beatriz casou com um filho do Rei de Portugal, Dom João I, e deram origem a Casa de Bragança, de onde descendem os Reis de Portugal e os Imperadores do Brasil. O D. Nuno Álvares Pereira era filho do Prior da Ordem do Hospital em Portugal e neto do Arcebispo de Braga, desde muito cedo viveu sobre os padrões da Cavalaria, professava a Fé, Esperança e Caridade, defendida os princípios Justiça, Prudência, Temperança e Fortaleza com afinco e vontade inquebrável. Foi armado Cavaleiro ainda muito novo, e vivia rodeado das lendas da Tavóla Redonda e da busca do Santo Graal. Foi obrigado pelo pai a casar, pois desejava manter-se Casto, tal como o herói Galahad (ou Galaaz). Quando em 1383 o rei de Castela invadiu Portugal, juntou-se em torno do Mestre da Ordem de São Bento de Aviz que era um dos irmãos do anterior Rei de Portugal, na defesa do Reino. Sempre teve fama de ser Justo, um verdadeiro defensor da Fé. Mais tarde, e após ter garantido a independência de Portugal em 1385, e ter participado na primeira viagem marítima portuguesa na conquista de Ceuta em 1415, dedica-se à construção do Convento do Carmo em Lisboa. Obra que ele prometera construir caso a batalha lhe fosse favorável. Com a morte da mulher e mais tarde da filha, sentindo que a sua missão de defesa do reino estava cumprida e como mais nada lhe apegava ao mundo material, largou tudo e ingressou na Ordem do Carmo, onde viveu em voto de pobreza total (nessa altura era o homem mais poderoso do Reino além do próprio Rei). O Povo sempre o acariciou e venerou já no final da sua vida como Santo. Quando morreu, no dia 1 de Novembro de 1431, não tinha mais que o hábito do seu corpo e pediu para ser sepultado no chão, em campa simples e sem qualquer honraria. No seu túmulo, construído posteriormente encontrava-se o seguinte epitáfio: "Aqui jaz o famoso Nuno, o Condestável, fundador da Casa de Bragança, excelente general, beato monge, que durante a sua vida na terra tão ardentemente desejou o Reino dos Céus depois da morte, e mereceu a eterna companhia dos Santos. As suas honras terrenas foram incontáveis, mas voltou-lhes as costas. Foi um grande Príncipe, mas fez-se humilde monge. Fundou, construiu e dedicou esta igreja onde descansa o seu corpo."
Nota: pequeno texto de apresentação do Santo Condestável a um Amigo da Abadia de Grottaferratta, Roma.
quinta-feira, abril 23, 2009
O arco desliza
suave, melancólico,
dolente,
suave e forte,
mágico e (in)perfeito
as lágrimas
(es)correm,
mágicas
salgadas,
mergulham em nós...
Ouvintes do Passado
em Futuro dispersos,
incerto ao rumo
aprisionado ao som
d´um Fado,
de saudade (I)mortal
(Imtemporal Alma)
Ao som da Gamba
oiço o Uni Verso,
a Pátria Celeste,
o Centro do Todo-Mundo...
Aos Mestres
minha oração,
escrita ou poesia,
música ou paixão
Que imortal nota (intemporal)
vive em mim?
Francisco Canelas de Melo
sexta-feira, abril 17, 2009
Rosa Mística
"Anjo Branco Anjo Negro" de António Quadros
"Anjo Branco Anjo Negro" de António Quadros
domingo, abril 12, 2009
sábado, março 21, 2009
Opúsculo do Lug(ar) - Ensaio d´um Livro
sexta-feira, março 13, 2009
sábado, março 07, 2009
Esta Contínua Saudade
Que me afasta do que digo
E me deserta do amor
Tem uma voz e uma idade
Contra as quais eu não consigo
Mais força que a minha dor
Esta contínua e perigosa
Saudade que prende a mágoa
E enfraquece o entendimento
É uma fonte rigorosa
Onde eu bebo a angústia d´água
Que me assombra o pensamento
Mas para um tempo tão puro
Como é o de esperar
O sonho no olhar que trazes
É que eu no vento procuro
Todo o bem que posso dar
Em todo o mal que me fazes
Vasco de Lima Couto


